Claret Contigo

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

15 de dezembro de 2019

“Para os pobres comprei uma fazenda na cidade de Porto Príncipe. O plano desta obra era recolher meninos e meninas, porque muitos deles se perdem pelas ruas pedindo esmola. E aí receberiam comida, veste e aprenderiam a Religião, a ler e escrever, etc., e depois aprenderiam uma arte ou ofício, o que quisessem”. (Aut 563-564)

SOLIDARIEDADE COM OS POBRES

Dizem que é um axioma chinês: “aos empobrecidos é mais importante ensiná-los a pescar que dar-lhes um peixe”. A caridade cristã, a solidariedade humana, a bondade natural de quem partilha do que é seu não devem jamais gerar dependência. Para que seja verdadeira e útil, a caridade deve ajudar a criar liberdade, a buscar oportunidades, a oferecer propostas que melhorem a qualidade de vida.
O Arcebispo de Santiago de Cuba sabia muito bem o que significava o ditado chinês. Com a bondade e o bom senso que o caracterizava e como entendido na indústria dos teares, onde trabalhou em sua juventude, não quis conformar-se com o anúncio da Palavra de Deus. Esta era o motor que o levava a evangelizar e também a empreender obras sociais que servissem para a promoção das classes menos favorecidas. Em Cuba, naquele tempo, a maioria do povo se encontrava em situação deplorável, sem formação básica, sem preparação profissional, sem quase nada…
O Arcebispo colocou mãos a obra. Montou oficinas de aprendizagem nos cárceres para que os presos saíssem, um dia, reabilitados e levassem uma vida digna; iniciou uma escola agrícola, tanto para rapazes como para moças, onde aprendiam as técnicas da agricultura e ele mesmo escreveu um método. O que os enviados pela política não tinham feito, ele o fez como enviado de Deus. Distribuiu abundantemente o pão da Palavra e o pão da promoção humana. Graças às suas iniciativas, muitas crianças e jovens cubanos aprenderam a “pescar”, encontraram saída para suas vidas.

Sabe qual é a diferença que existe entre a solidariedade e a esmola?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

14 de dezembro de 2019

“Assim como devemos fazer tudo para a maior glória de Deus, segundo a expressão de São Paulo, é lógico que a oração deve ser contínua; e assim é, diz Santo Agostinho, se nossas obras estão sempre animadas pelo desejo da fé, da esperança e da caridade. Semelhante desejo fomenta no coração jaculatórias e a retidão de intenção em todas as boas obras que se fazem” (L’egoismo vinto. Roma 1869, p. 73. Texto castelhano se encontra em EE p. 426).

ORAÇÃO CONTÍNUA

A oração deve ser contínua. Isaque, o Sírio, monge nestoriano do século VII, dizia: “o ápice de toda ascese é a oração que não termina nunca”. Na oração contínua é o Espírito que ora em nós. Não importa se estamos dormindo ou acordados. Não importa se como ou bebo, se descanso ou trabalho. Alguns conseguem isto invocando frequentemente o nome de Jesus. Para Claret é viver na presença de Deus continuamente.
Quantas vezes se deve orar? Jesus responde: Sempre. Se a oração é amar, não podemos deixar de orar. Não é questão de cálculo, nem menos ainda de esmola. Não se pode estar continuamente dizendo orações, mas se pode estar continuamente orando. Como também se pode estar continuamente amando. Isto sabem muito bem as pessoas que se amam. Sempre se sentem unidas, embora à distância. Bento XVI com frequência adverte que se deveria considerar trabalho apostólico o tempo dedicado à oração. Portanto, não importa se há muito que fazer. Como diria Madre Teresa de Calcutá: “Se tiver muito que fazer, remos mais”.


O verdadeiro problema é não sentir a necessidade de dialogar com Deus. Para Claret o grande exemplo é Jesus e sua necessidade de dialogar com seu Pai. Um diálogo que nunca se interrompeu e que terminou na Cruz, em meio ao abandono mais absoluto. Em umas Máximas Espirituais que publicou para jovens em 1857, comenta Claret: “A oração mental vem a ser como um forno onde se acende e se conserva o fogo do amor de Deus… No fogo que arde na meditação é onde se tira toda escória, se derretem e fundem os homens, e se amoldam à imagem de Jesus, se enchem do Espírito Santo e começam a falar, como os que se acharam no Cenáculo”.

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Evangelho do dia comentado

13 de dezembro de 2019

“Preguei exercícios espirituais ao clero, aos cônegos, aos párocos, etc., cujos exercícios se repetiram todos os anos em que estivemos em Cuba” (Aut 512).

ANIMAÇÃO DOS PASTORES

Talvez você não esteja familiarizado com as palavras deste testemunho que Claret nos oferece em sua Autobiografia. Os exercícios espirituais (retiro prolongado) são jornadas de silêncio, reflexão e oração que algumas pessoas fazem periodicamente; para isso é necessária uma dedicação intensa para revisar e programar a própria espiritualidade. São ocasiões excepcionais para examinar as próprias atitudes, escutar com o coração e deixar-se que o Espírito fale, para recuperar aquela paz de espírito que com o corre-corre da vida pode deteriorar-se e que somente a paz faz possível viver e trabalhar com sentido e esperança.
O silêncio é um elemento necessário na vida de todas as pessoas. Não se pode escutar sem criar um espaço interior de silêncio que permita que as palavras ressoem na mente e no coração de quem escuta. E menos ainda poderemos escutar a voz de Deus se não estivemos em silêncio. Assim nos ensinaram os grandes mestres em todas as culturas e tradições religiosas.
Vivemos em um mundo que foge do silêncio. Muitos sons, ruídos, palavras bombardeiam nossos ouvidos e nossas mentes cada instante. Custa ao homem de hoje criar aqueles espaços de silêncio que lhe permitiriam escutar a voz do seu próprio coração e captar o sentido das palavras que os outros lhe dirigem.
É difícil escutar a palavra que o Espírito de Deus sussurra ao ouvido quando o volume de mil alto-falantes ao nosso redor está ao máximo. O Padre Claret foi muito fiel na prática dos exercícios espirituais, estes 10 dias de silêncio e oração que programava cada ano. Convidou a todos a praticá-los e publicou vários livros que pudessem ajudar nesta prática.


Todos nós precisamos criar espaço de silêncio em nossa vida. É para poder escutar mais e melhor as chamadas. Com isto a vida cotidiana adquire densidade e profundidade. A voz dos demais e a de Deus, nestes espaços de silêncio, permitirão que desfrutemos de uma solidão habitada, de um amor feito de presença.

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

12 de dezembro de 2019

“O verdadeiro servo de Deus raramente se queixa de seus padecimentos e menos ainda deseja que outros se compadeçam e se lamentem de seus trabalhos. Todas suas penas desaparecem quando as compara com as de Jesus, assim como desaparecem as estrelas à vista do sol” (Carta ascética… ao presidente de um dos coros da Academia de São Miguel. Barcelona 1862, p. 18).

LEVAR A CRUZ COM ALEGRIA

Ninguém, em são juízo, se alegra ao ser maltratado e humilhado; somente o masoquista encontra nisto prazer. Mas, tendemos a mostrar o que fazemos, para provocar admiração ou gratidão; sabemos que nos esforçamos em nosso trabalho, em nossa família, sabemos o que cada dia devemos suportar pelos demais. No entanto, nos lamentamos por não sermos suficientemente reconhecidos. Nossos trabalhos e nossos sofrimentos são como nossos troféus.
Por outro lado, uma mãe dissimula seus esforços em favor dos filhos, do marido, para não fazê-los sofrer; dá importância ao que faz porque considera ser natural qualquer trabalho por eles. Tudo é fruto do amor. Quando se ama, se aceitam renúncias e sacrifícios que sejam necessários. Em troca, a menor contrariedade se converte em uma montanha se tiver que enfrentá-la por algum desconhecido ou não querido. O egoísmo é forte e somente se pode vencer pelo amor, não olhando a si mesmo, mas fixando-se na pessoa que está sofrendo.
Frequentemente nossas lamentações tornam-se ridículas quando olhamos situações de tantas pessoas que sofrem, que carecem do necessário. E, se nos confrontamos com Jesus, somente podemos reagir como diz Gabriela Mistral: “Nesta tarde, Cristo do Calvário, venho rogar-te por minha carne enferma, mas, ao ver-te, meus olhos vão e vem do teu corpo ao meu corpo com vergonha. Como explicar-te minha solidão, quando na cruz levantado e sozinho estás? Como explicar-te que não tenho amor, quando tens atravessado o coração? E somente peço não pedir-te nada, estar aqui, junto à tua imagem morta, ir aprendendo que a dor é somente a chave santa da tua santa porta. Amém”.


Diante de uma pessoa necessitada, quando você tem que fazer algum pequeno sacrifício para quem lhe pede seu serviço ou sua ajuda, pensa, sobretudo, em você mesmo, ou no muito ou pouco que pode fazer para remediar sua necessidade ou seu problema?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

11 de dezembro de 2019

“Quem é paciente sofre, cala ou fala com doçura e oferece tudo a Deus, à imitação de Jesus, como assim sofriam seus discípulos e as multidões; mas quem não tem a virtude se desculpa dizendo que é para não perder tempo; e não é verdade, é por falta de paciência, pois muitas vezes a mesma pessoa passa seu tempo em coisas que na presença de Deus valem muitíssimo menos que o que vale sofrer pelo nosso próximo” (Carta ascética… ao presidente de um dos coros da Academia de São Miguel. Barcelona 1862, p.9).

ENTREGA AOS DEMAIS

O tempo, hoje em dia, parece um bem escasso. Todos nós estamos muito ocupados, estressados por causa de tudo o que devemos fazer. Uns se esforçam ao máximo para manter da própria família, outros procuram melhorar seu status de vida; há quem considere fundamental a responsabilidade no próprio trabalho, para outros está em jogo a competição para sobreviver embora seja esmagado pelos outros…
Todos nós temos a experiência de que há coisas que não se fazem espontaneamente, nem de bom grado; há outras, em vez, que nos parecem mais atrativas, mais satisfatórias. Deixamos facilmente o que nos pedem um esforço ou uma renúncia maior, embora seja muito importante, e encontramos desculpas, ou assumimos uma tarefa absolutamente não transcendente ou inútil para justificarmo-nos. “Não tenho tempo” é a desculpa mais frequente para não fazer o que nos pedem. Sabemos, pelo contrário, que, quando há algo que realmente nos interessa ou desejamos com todas as nossas forças, encontramos tempo, energias e todos os recursos que sejam necessários para alcançarmos o que nos interessa.
O que acontece na vida ordinária aparece também na vida cristã. Facilmente deixamos para outro momento, que em geral não chega nunca, ou adiamos indefinidamente um serviço incômodo ao irmão, dedicar um tempo para rezar, ler e meditar a Palavra de Deus ou a participação da missa dominical. Sempre temos ‘coisas’ mais importantes que fazer.
Na medida em que nos enganamos, escondendo-nos por trás destas desculpas (estou já ocupado, estou cansado ou não tenho tempo) nos distanciamos da possibilidade de estabelecer nossas verdadeiras prioridades e de ordenar nossa vida segundo as mesmas.


Não é mais sincero reconhecer que não tenho vontade ou não quero? Não é mais eficaz para enfrentar a realidade?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre nosso Padre Fundador

10 de dezembro de 2019

“…o que mais me movia e me excitava era a leitura da Santa Bíblia, à qual sempre tive muita afeição” (Aut 113).

EFICÁCIA DA PALAVRA DE DEUS

Se esta declaração de Claret a fosse avaliada conforme o uso atual da Bíblia na Igreja, poderia parecer que sua afeição pela leitura da Bíblia fosse boa, mas não extraordinária, já que em nossos dias têm crescido muito a afeição pela leitura da Bíblia e meditação sobre a Palavra. Mas na Igreja católica do tempo de Claret, a Bíblia não era muito apreciada, nem lida com assiduidade, nem sequer pela maior parte dos sacerdotes e religiosos. Claret teve sorte de ser acostumado desde jovem à leitura da Bíblia; teve a sorte, em seus anos de seminário em Vic, de ter como bispo D. Corcuera, que constantemente animava os futuros sacerdotes a alimentarem sua espiritualidade com a Palavra de Deus.
Claret habituou-se a ler cada dia dois capítulos da Escritura e quatro na quaresma, aproveitando os melhores comentários de que dispunha em seu tempo. Este costume o formou e o fez apóstolo da Bíblia e foi extraordinária e muito fecunda esta dedicação de Claret, quando na Igreja se padecia de escassez mortal de Bíblia, de Palavra de Deus. Ele inculcou esta leitura cotidiana em seus seminaristas de Cuba e do Escorial e em seus Missionários; ele mesmo editou uma Bíblia, muito barata e com algumas indicações práticas para sua melhor compreensão.
Há cinquenta anos, a partir da Constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, que se ativaram muito as ciências bíblicas em nossa Igreja, e as iniciativas pastorais da leitura da Bíblia se multiplicaram de tal forma nas comunidades cristãs, que hoje está ao alcance de todos nós o gosto pela Bíblia.


Neste clima de tão fácil acesso à Bíblia, o extraordinário gosto de Claret nos interpela a cada um de nós com esta pergunta: O que é para você a Bíblia e o que deveria ser na sua vida cotidiana?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

09 de dezembro de 2019

[A um Filho do Imaculado Coração de Maria] “nada o detém; alegra-se nas privações; enfrenta os trabalhos; abraça os sacrifícios; compraz-se nas calúnias e se alegra nos tormentos…” (Aut 494).

FORTALEZA DO MISSIONÁRIO

Parece que o Padre Claret nos desenha um perfil do missionário, ou do Filho do Imaculado Coração de Maria, muito pouco atrativo, pelo menos para a sensibilidade atual. Parece que está sempre enfrentando situações negativas, que precisam de muito esforço, privação, trabalho, sacrifício, calúnias, tormentos… E, como se fosse pouco, o Padre Claret quer que tudo isso se enfrente com alegria. Não parece masoquismo?
Certamente existe neste perfil muito de autobiográfico: o Padre Claret teve que enfrentar situações muito difíceis e dolorosas: perseguições, calúnias, difamações, atentados, etc. Portanto, tudo isto não se entende se não penetrarmos na motivação de fundo, que é a que dá autêntico sentido a estes sacrifícios.
Um cristão não busca o sofrimento em si mesmo, mas o assume como consequência de uma entrega amorosa, sem reservas. Não é o sofrimento que salva, é o amor; Santo Agostinho dizia que “o mártir não o faz mártir a pena, mas a causa”. Quem muito ama, está disposto a aguentar o que for pela pessoa amada. Assim se expressa o Padre Claret no capítulo da Autobiografia dedicado ao amor como a virtude mais necessária ao missionário: “Oh! irmão meu! Eu o amo e em prova do amor que lhe tenho farei e sofrerei por você todas as penas e trabalhos, até a morte se for necessário”. (Aut 448).
O que Claret deixa bem claro é que a vida do missionário e da testemunha é tudo, menos aborrecimento ou rotina sem vida, mas está orientada a causas grandes e apaixonantes.


Até onde está disposto a chegar nosso amor para com Deus e para com o próximo?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

08 de dezembro de 2019

“Você sabe, meu amigo, que Maria Santíssima é obra de Deus e é a mais perfeita que saiu de suas mãos, depois da Humanidade de Jesus Cristo. Nela brilham, de um modo muito especial, a Onipotência, a Sabedoria e a Bondade do mesmo Deus. É próprio de Deus dar a graça a cada criatura segundo o objetivo a que a destina e como Deus destinou Maria para ser Mãe, Filha e Esposa do mesmo Deus e Mãe do homem, daqui se conclui que Coração lhe daria e com que graças o adornaria!” (Carta a um devoto do Coração de Maria, em EC II, p. 1498).

MARIA, OBRA DE DEUS

Os especialistas em teologia espiritual nos dizem que podem existir qualidades ou talentos ocultos e assim permanecerão se não houver intervenção da Graça. Sem dúvida nenhuma, o amor de Deus que encheu Maria com sua Graça fez com que a perfeição que aninhava dentro dela viesse à tona. Mas também saiu abundantemente o sentimento de pequenez e por isso ficou perturbada ao ser chamada pelo Anjo: “cheia de Graça”.
A criatura mais perfeita, como diz Claret, que saiu das mãos de Deus precisou do ânimo que o Arcanjo enviado lhe oferece ao comunicar-lhe a missão que vai ser a Ela encomendada. Direi com palavras do Papa Bento XVI do dia 18 de dezembro de 2005: “Não temas, Maria, lhe diz o Anjo. Realmente, havia motivo para temer, porque levar agora o peso do mundo sobre si, ser a mãe do Rei universal, ser a mãe do Filho de Deus, constituía um grande peso, um peso muito superior às forças do ser humano. Mas o Anjo lhe diz: ‘Não temas. Sim, tu levas Deus, mas Deus te leva. Não temas’”.
Mas agora gostaria de contemplar este Coração e estas graças que Deus derramou na humilde Nazarena. E acontece a mim o que aconteceu com o menino que, quando viu no cinema o grande mar, lhe veio uma grande vontade de vê-lo realmente. E começou a insistir com os pais, que estavam no interior, que o levassem a ver o mar. Os pais lhe prometeram a viagem desejada. Prepararam tudo nos mínimos detalhes. Chegaram de noite ao hotel e logo foram a dormir, para ver o mar com a aurora. Não foi preciso chamar o menino duas vezes e saíram a ver o mar no momento em que o sol aparecia ao fundo e seus raios se refletiam sobre a superfície azul. Dobraram a esquina e, diante dos olhos, o mar! O menino ficou sem respiro e, afinal, exclamou: papai, mamãe. Ajudem-me a olhar!
É meu clamor ao tentar contemplar Maria. Grito ao Espírito Santo: Ajuda-me a olhar!

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre nosso Padre Fundador

07 de dezembro de 2019

“A Santíssima Virgem Maria serviu-se do burrinho quando foi a Belém para dar à luz o seu Filho Jesus e quando foi para o Egito, fugindo de Herodes. Eu também me ofereço a Maria Santíssima para levar com gosto e alegria sua devoção e pregar sobre suas grandezas, suas alegrias e suas dores e ainda meditarei de dia e de noite sobre os santos e adoráveis mistérios”. (Aut 668,3).

CONSAGRAÇÃO MISSIONÁRIA A MARIA

Em Maria temos um modelo de missionária. Maria era jovem, era pobre e era uma mulher de um povoado perdido da Palestina. Era o protótipo dos excluídos e marginalizados; e, no entanto, justamente a ela lhe enviou Deus seu Anjo para dizer-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28). Foi escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. E desde então, com seu ‘Sim’ confiante ao Pai, se converteu na primeira missionária que fez possível que Jesus se encarnasse em nosso mundo e assim despois fosse anunciado a muitas pessoas, por todos os rincões da terra.
Sua missão começou a partir do momento da Anunciação. Colocou-se em caminho e em atitude de serviço atendendo sua prima Isabel e proclamando que a misericórdia do Senhor chega a seus fieis de geração em geração (cf Lc 1,50). E assim foram outros momentos de sua vida: viajando a Belém, fugindo para o Egito, no silêncio de Nazaré, andando de aldeia em aldeia com Jesus, acompanhando e ajudando também aos discípulos, etc. Mas também esteve presente na dor da crucifixão do seu Filho, participou da alegria da sua Ressurreição e acompanhou os discípulos reunidos em seu nome.
Maria seguiu e anunciou a Jesus e acompanhou os discípulos desde sua simplicidade, sua valentia e sua fé. Por isso, Maria continuou estando presente na vida dos discípulos, na vida da Igreja, ao longo dos tempos. A devoção a Maria se estendeu por muitos povos. Ela é tida como mãe, mulher crente, protetora.
Sua imagem entranhável e próxima chega ao coração de cada homem e de cada mulher porque sabem que levar Maria em sua vida é aprender a confiar, como ela, que viveu como mulher simples e sempre concentrada em Deus, entregue à causa de Jesus. O povo tem a certeza de que Maria é o caminho seguro para chegar a Deus.

Que importância dou eu a Maria em minha vida? Vivo o espírito missionário em minha própria terra, na sociedade e nas circunstâncias onde me encontro hoje?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.

Claret Contigo – Meditação Diária

Todos os dias uma meditação sobre o nosso Padre Fundador

06 de dezembro de 2019

“Ofereçam com frequência ao eterno Pai o preciosíssimo sangue do seu divino Filho Jesus Cristo, quem, para salvar-nos, quis derramar todo o seu sangue na cruz até a última gota.” (Breve nota sobre as Instruções da Arquiconfraria do Santíssimo e Imaculado Coração de Maria. Barcelona 1847, p. 122)

SALVOS PELO SANGUE DE CRISTO

A Eucaristia é o mistério de entrega mais radical e total que podemos imaginar. Há Eucaristia porque Cristo quis entregar-se, totalmente, por nós. Não imaginemos este mistério salvador desde uma perspectiva física, como se quanto mais sangrenta fosse a entrega, mais garantida ficaria a redenção. Não é assim. A redenção em Cristo é como o amor: sem limites, sem medidas, sem fronteiras. Os seres humanos vão crescendo, aprendendo a dar-nos, ‘ensaiando’ generosidade até que, pouco a pouco, vai fazendo-se carne da nossa carne.
Mas não é assim em Deus, para quem não existem tempos, nem lugares, nem divisões. Em Deus está como um todo nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Toda a eternidade. Seu amor é amor total; sem barreiras, sem graus. De uma vez para sempre. Até o extremo. Biblicamente, para um hebreu, o sangue simboliza a vida, a força, o dinamismo. Se nos esgotamos, morremos; vamos ficando pouco a pouco pálidos, sem força. Se alguma vez comprovou em um enfermo os efeitos de uma transfusão, pode entender bem do que falamos. Receber sangue é receber a vida. Assim com Cristo: deu seu sangue até a última gota, porque nada de sua vida se reservou para si.
Mas, a entrega de Cristo, e cada Eucaristia, seria em vão se não existisse uma comunidade que a acolhesse e a fizesse realidade atual: “fazei isto em minha memória”. Desde então até hoje, continuamos escutando este convite em nosso coração: “fazei isto em minha memória”. Todos os cristãos são povo sacerdotal pelo Batismo e, em Cristo, é chamado a oferecer-se ao Pai com Ele, com sua vida e sua morte, com seu sangue.
Como vivo eu a Eucaristia? Em que medida afeta minha entrega e minha disponibilidade radical à entrega de Cristo que celebramos e revivemos?

Tradução: Padre Oswair Chiozini.