Oração do dia 15/08

Evangelho do dia comentado

15 de agosto de 2019

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Mateus 18,21-19,1
Aleluia, aleluia, aleluia.


Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
18 21Então Pedro se aproximou dele e disse: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”
22Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
24Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
25Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
26Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’
27Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
28Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: ‘Paga o que me deves!’
29O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: ‘Dá-me um prazo e eu te pagarei!’
30Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida.
31Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.
32Então o senhor o chamou e lhe disse: ‘Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.
33Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?’
34E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.
35Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração”.
19 1Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judeia, além do Jordão.
Palavra da Salvação.

Comentário do Evangelho

SEMPRE DISPOSTO A PERDOAR

No tempo de Jesus, os rabinos discutiam a respeito de quantas vezes a pessoa ofendida era obrigada a perdoar. Chegava-se ao número máximo de quatro vezes. Pedro, para mostrar-se generoso, propôs uma quantidade maior: sete vezes. A “generosidade” do apóstolo fazia uma espécie de contraponto com um episódio do Antigo Testamento, no qual Lamec, descendente de Caim, prometeu vingar-se sete vezes de quem levantasse a mão contra ele. À máxima vingança, Pedro pensava contrapor o máximo perdão. Enganou-se!

O discípulo do Reino deve estar disposto a perdoar, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, sempre. A parábola do servo cruel oferece o fundamento teológico da postura do discípulo: este deve agir de forma idêntica ao agir de Deus.

Deus está sempre pronto a perdoar as ofensas dos seres humanos, por maiores que elas sejam. Foi o que fez o senhor do Evangelho. Bastou que o devedor lhe suplicasse clemência, para se ver logo perdoado.

A contrapartida do gesto divino deve acontecer em forma de perdão das ofensas recebidas. Quem foi perdoado por Deus deve dispor-se a perdoar. Mas quem age de maneira diferente não pode contar com o perdão divino. Esta foi a sorte do servo cruel que se recusou a perdoar uma pequena dívida de seu companheiro.

O discípulo deve espelhar-se no comportamento misericordioso de Deus.

Fonte: Dom Total.

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