“O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir”. (Jo 10,10)

“O aborto é um mal que afeta toda a humanidade, tanto a mulher grávida quanto a criança e as pessoas que convivem diretamente com essa realidade.”

A descriminalização do aborto volta a ser pauta no STF a pedido do PSOL que considera que o aborto seja realizado até a 12ª semana de gravidez. “Diz que tratar como crime o aborto por iniciativa da gestante equivale a tornar obrigatória a gravidez, o que fere o direito das mulheres à liberdade para decidir sobre a própria vida e sexualidade” (cf. portal Uol notícias, Brasília, 30/07/18).

Segundo o Datasus foram gastos R$ 108 milhões com internações decorrentes de problemas causados por aborto no Brasil. “A Pesquisa Nacional do Aborto [PNA] 2016 mostra que, somente em 2015, 417 mil mulheres realizaram aborto no Brasil urbano e 503 mil mulheres em extrapolação para todo o país”. A PNA 2016 afirma também que cerca de metade das mulheres que realizaram abortos precisaram ser internadas por alguma complicação, o que repete a constatação da PNA 2010. Já os dados reunidos pelo DataSUS revelam que, no mesmo ano, cerca de 200 mil mulheres passaram por internação hospitalar em decorrência de aborto, incluindo abortos espontâneos” (https://www.gazetadopovo.com.br).

São dados alarmantes que nos levam a refletir no valor da vida e no que está acontecendo em nossa sociedade tão manipulada por grupos defensores de uma cultura de morte. A reflexão é muito ampla e cada um pode formalizar sua opinião, porém, para os que acreditam em Deus, sabem que a vida é inviolável desde sua concepção. Não é matando um inocente que se resolve o problema de uma gravidez não desejada. O que está faltando é educação para a vida, informação e formação básica para que não se chegue a tal brutalidade.

O aborto é um mal que afeta toda a humanidade, tanto a mulher grávida quanto a criança e as pessoas que convivem diretamente com essa realidade. Precisamos parar e pensar nas consequências que isto traz para a sociedade. Legalizar o aborto é ir contra a essência da vida em plenitude, uma vez que todos temos direito a ela, prescrito na Constituição de nosso país e afirmada pela nossa fé.

O fato é que muitos grupos político partidários e movimentos feministas tem manipulado as consciências e roubado o direito de uma criança nascer e desenvolver. Há muitas maneiras de preservar a mulher e a principal é a educação que deixa a desejar na política atual. Querer legalizar a morte é sem dúvida esquivar-se das responsabilidades desfazendo-se do indefeso. Para muitos investir recursos na promoção vida é mais caro do que na morte, porém o sangue dos inocentes um dia clamará por justiça.

Aos poucos, essas ideias tem entrado em nosso cenário familiar roubando e matando nossos sagrados valores, destruindo o que Deus na sua infinita sabedoria nos deu de tão precioso. Ao escolhermos a vida, estamos contra o aborto e contra aqueles que difundem o mal. Somos contra esses ladrões que roubam a dignidade de um ser humano indefeso. O cristão que compactua com tamanha ofensa contra o Criador, coloca-se ao lado da violência e reforça a convicção dos corruptos decretando assim, a morte da humanidade, a própria morte.

Pe. Nilton Cesar Boni cmf

Imagens: Google Imagens.

Sobre o autor

Padre Niton Cesar Boni

Missionário Filho do Imaculado Coração de Maria - Claretiano. Bacharel em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais/SP e Teologia pelo Studium Theologicum de Curitiba/PR. Pós-graduado em Espiritualidade pela FAVI. É vigário paroquial da Paróquia do Imaculado Coração de Maria e formador dos estudantes de teologia. | Contato: [email protected]

3 Comentários

  • Angela -Mesc

    Parabéns pelo texto Pe Nilton , a promoção da morte através da falácia de -“ meu corpo , minhas regras“ , citado por feministas, é negar a existencia de Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança.

    • 12:28 - 02/08/2018

  • Claudio Titericz

    Ótima mensagem. Parabéns Pe. Nilton.
    Gostaria de acrescentar que a PNA não é um número oficial, portanto não pode ser tomada a risca.
    O que é oficial e confiável são as morte registradas no SUS e que estão no DADTASUS, e aí número a ser considerado é de que 1627 mulheres morreram em consequência de aborto, ao longo de 18 anos ( de 1996 a 2014).
    Destas mortes, provavelmente cerca de 25% são de abortos provocados, neste caso cerca de 406 mulheres morreram ao longo de 18 anos, ou seja, cerca de 23 mulheres por ano.
    Um abraço
    Claudio Titericz

    • 13:18 - 02/08/2018

  • Claudio Titericz

    Ainda sobre os números do aborto, para aqueles que desejarem se aprofundar, vejam o que diz o Bispo de Osasco no seguinte endereço:

    http://www.cnpf.org.br/noticias/1302-aborto-estatisticas-corretas-permitem-definir-politicas-em-defesa-da-vida

    Um grande abraço a todos e vamos orar muito pelos que lutam contra o aborto no Brasil.
    Claudio Titericz

    • 16:35 - 04/08/2018

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