Claret Contigo – 19 de setembro

Todos os dias uma meditação sobre as palavras do nosso Padre Fundador

19 de setembro de 2020

“Eu tenho muito carinho pelos sacerdotes que se dedicam às missões que lhes daria meu sangue e minha vida, lhes lavaria e beijaria mil vezes os pés (…). Não sei o que faria por eles. Quando vejo que eles trabalham para que Deus seja mais e mais conhecido e amado e para que as lamas se salvem e não se condenem, eu não sei o que sinto. Agora mesmo que estou escrevendo tive que deixar a pena para acudir os olhos” (Carta ao Pe. José Xifré, 20 de agosto de 1861, em EC II, p. 352).

CARINHO PELOS MISSIONÁRIOS

Esta carta de Santo Antônio Maria Claret ao Padre José Xifré, Superior Geral da Congregação de Missionários por ele fundada, é um dos textos mais entranháveis para os Claretianos e que melhor mostram a ‘febre’ apostólica de Claret e sua afeição humana por seus missionários; a dimensão espiritual e humana, perfeitamente harmonizadas, formando uma única realidade, experiência e vida. Claret diz que escreve a carta com lágrimas nos olhos. Juntamente com a carta lhes escrevia um “papelzinho” que continha o que nós conhecemos como a ‘definição do missionário’, que reflete perfeitamente sua alma de apóstolo e desejava que cada missionário copiasse e levasse sempre consigo. Dito texto, com ligeiras variantes, o incluiu um ano mais tarde em sua Autobiografia (n. 494).

Aí aparece claramente sua personalidade interior e a força apaixonada do seu zelo apostólico. Dada sua importância, verdadeira síntese do seu espírito, vamos copiar o texto: “Eu digo a mim mesmo: Um filho do Imaculado Coração de Maria é um homem que arde em caridade e abrasa por onde passa; deseja eficazmente e procura por todos os meios inflamar o mundo inteiro no fogo do divino amor. Nada o detém; alegra-se nas privações; abraça os trabalhos; aceita os sacrifícios; compraz-se nas calúnias e goza nos tormentos. Não pensa senão em seguir e imitar Jesus Cristo em trabalhar, sofrer e em procurar sempre e unicamente a maior glória de Deus e a salvação das almas”.

Todo cristão, segundo as características da sua vocação e suas possibilidades, deve viver este mesmo espírito, que não é mais que a vivência em plenitude do próprio batismo e confirmação. Em certo modo é a definição do espírito do mesmo Jesus. Razão de sobra para que os Missionários Claretianos e quantos participem da sua espiritualidade e missão conservem esta riquíssima herança que o Padre Claret lhes deixou.

Tradução: Padre Oswair Chiozini,cmf

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