Claret Contigo – 14 de agosto

Todos os dias uma meditação sobre as palavras do nosso Padre Fundador

14 de agosto de 2020

“É coisa boa e louvável sofrer adversidades nesta vida, sejam elas quais forem, de maneira que não se manifeste exteriormente nenhuma agitação de ânimo, nem se aflija demasiadamente quem as sofre, nem se queixe aos outros de quem o faz sofrer, nem pretenda vingar-se do malfeitor. Mas é melhor padecer os males não só com mansidão exterior, mas também sem queixar-se nem murmurar do opressor, sem indignar-se nem perturbar-se interiormente. É, finalmente, melhor sofrer os males não só sem perturbação de ânimo, mas com alegria e com desejo de padecer mais, para poder assim oferecer em obséquio ao Senhor aquele sofrimento e para poder segui-lo mais de perto com a cruz” (O amante de Jesus Cristo. Barcelona, 1848, p.108).

GLORIAR-SE NA CRUZ DE CRISTO

A partir de 1859, estando Claret em Madri, desatou-se uma tempestade de perseguições contra ele. Pouco depois, Claret começou a orientar sua imitação de Cristo para o sofrimento, por amor e em união com Cristo, pelo que padeceu por ele: “tudo o que me provocar dor eu sofrerei por amor de Jesus, unindo-me ao que Ele sofreu por mim” (Propósitos de 1861, em AEC p. 695). Esta é a razão pela qual escreve na Definição do Missionário: “goza nas privações, compraz-se nas calúnias e se alegra nos tormentos” (Aut 494). São expressões que alguns não acabam de compreender, mas que têm como chave de explicação o processo de configuração com Cristo paciente que Claret estava vivendo, exatamente nesta etapa madrilena de confessor real. Poucos conhecem seu livrinho Consolo de uma alma caluniada (pode ser visto em EE. Pp. 219-236), onde se encontram também as chaves de leitura deste processo.

Escreve Claret na Autobiografia: “Contemplava Jesus Cristo e via quão longe estava ainda de sofrer o que Jesus Cristo sofreu por mim e assim me tranquilizava. Neste mesmo ano escrevi o livrinho Consolo de uma alma caluniada” (Aut 798). Trata-se de uma ficção literária na qual ele se vê refletido e na qual dedica dois capítulos às perseguições e calúnias que sofreu Jesus e às palavras consoladoras que deixou ditas.

Nós poderíamos também fazer este exercício de purificação. Ir lendo os passos em que o sofrimento é o protagonista da vida de Jesus e compará-los com os nossos. Aprender a sofrer é uma das tarefas pendentes do cristão. Claret escolheu a contemplação do sofrimento de Jesus. Nós poderíamos fazer o mesmo. Possivelmente muitos dos maus momentos da nossa vida os superaríamos e estes momentos poderiam converter-se em uma grande fonte de consolo.

Tradução: Padre Oswair Chiozini,cmf

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