Oração do dia 20/01

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ofício das Leituras – Liturgia das horas

Segunda Leitura
Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo

(Lib. 4,18,1-2.4.5:SCh100,596-598.606.610-612) (Séc.I)

A oblação pura da Igreja

Sacrifício puro e aceito por Deus é a oblação da Igreja, tal como o Senhor lhe ensinou a

oferecer em todo o mundo. Não por necessitar de nosso sacrifício, mas porque o

ofertante se enche de glória quando seu dom é aceito. Pela dádiva a um rei manifesta-se

a homenagem e afeição. Querendo o Senhor que, com simplicidade e inocência,

oferecêssemos nossos dons, deu-nos o preceito: Se estás para fazer tua oferta diante do

altar e te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta

diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então, vem fazer a tua

oferta. Faz-se, pois, mister oferecer a Deus as primícias de suas criaturas, como Moisés

também já dissera: Não te apresentarás de mãos vazias diante do Senhor, teu Deus.

Quando o homem quer manifestar a Deus sua gratidão, oferece-lhe os próprios dons por

ele mesmo dados e recebe a honra que dele provém.

Nenhuma das oblações é rejeitada: oblações lá e oblações aqui; sacrifícios entre o povo,

sacrifícios na Igreja. A forma, porém, de tal maneira mudou, que já não mais por servos

são oferecidos, mas por filhos. Um só e o mesmo é o Senhor; há, contudo, o caráter

próprio à oblação dos filhos, de modo que as oblações são sinal da liberdade possuída.

Para Deus não há nada vão, nem sem significado ou motivo. Por isto, o seu povo lhe

consagrava os dízimos. Mas depois, aqueles que receberam a graça da liberdade põem à

disposição do Senhor tudo quanto possuem, dando com alegria e generosidade e não

apenas as coisas de menor valor, pela esperança que têm das maiores; como aquela

viúva tão pobre que pôs no cofre de Deus tudo o que possuía.

Cumpre, então, fazermos oblações a Deus e em tudo sermos gratos ao Criador, com

mente pura e fé sincera, na firme esperança, na caridade fervorosa, oferecendo-lhe as

primícias da criação, criação que lhe pertence. E a Igreja é a única a fazer ao Criador

esta oblação pura, que provém de sua criação, oferecendo-a em ação de graças. Pois lhe

oferecemos o que já é seu, proclamando como é justo a comunhão e a unidade e

confessando a ressurreição da carne e do espírito. O pão que vem da terra, ao receber a

invocação de Deus, já não é mais pão comum mas a eucaristia, feita de dois elementos,

o terreno e o celeste; do mesmo modo, por receberem a eucaristia, já não são

corruptíveis nossos corpos; possuem a esperança da ressurreição.

Fonte: Liturgia das Horas.

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Paróquia Imaculado Coração de Maria

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