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“Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis”. (Jo 21,6) – Nossa Senhora Aparecida

Há precisamente 300 anos, nas águas do rio Paraíba do Sul, os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia encontraram uma imagem da Imaculada Conceição quebrada em duas partes, feita de terra cota. Não se sabe quem a depositou no rio, mas este encontro transformou profundamente a vida daquela aldeia e do povo brasileiro devoto de Maria Santíssima.

A bela história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é um ícone da contemplação da Mãe de Deus que visita amorosamente seu povo e faz sua morada junto aos sofridos e pecadores. É um sinal de que as palavras de Cristo na cruz ressoam até os dias atuais quando diz para o discípulo amado “Filho eis aí a tua Mãe”. O Filho santo entregou Maria aos cuidados de João e hoje nos pede para cuidarmos dela com o mesmo zelo. Jesus quer que levemos Maria para casa e façamos para ela o melhor oratório e a ornemos com nossa gratidão infinita.

A cena do encontro da imagem pelos pescadores nos recorda o pedido de Jesus aos apóstolos após a ressurreição: “moços o que tendes aí para comer?”, “nada, Senhor, não conseguimos pescar nada”. “Então lançai a rede para o lado direito da barca e achareis”. A pesca abundante trouxe àqueles humildes seguidores de Cristo um novo alento, renovou suas esperanças e eles continuaram sua missão. Da mesma forma, no rio Paraíba, se repete a cena do milagre dos peixes e o cansaço e a desilusão daqueles pobres trabalhadores dão lugar à admiração e ao reconhecimento de que Deus verdadeiramente os ama.

Aqueles peixes foram oferecidos às autoridades da época para um banquete que deixou todos maravilhados, pois sabiam da escassez em um tempo difícil. Assim se recorda a passagem das bodas de Caná em que precisamente Maria intercede pelas necessidades dos noivos e Jesus realiza o primeiro sinal. A festa continuou e a alegria marcou a vida dos convidados. Em Aparecida, o milagre se pode ver estampado no rosto de todos. A pequena imagem foi colada com cera e colocada num lugar para veneração do povo e assim nascia a maior das devoções em nossa nação tão sacrificada e oprimida pelos poderosos e corruptos.

Podemos dizer que em cada fiel que visita o santuário e leva no coração Maria Santíssima, o milagre dos peixes se renova e assim, num misto de admiração e fé, reconhecemos que o Ressuscitado continua atraindo para si, por meio da Mãe querida, todos os filhos de Deus. Cada coração, cada alma que lá se prostra diante de Maria, leva a certeza de que Deus cuida de nós. Salve Santa Mãe de Deus, rogai por nós!

Padre Nilton Cesar Boni, cmf

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Sobre o autor

Padre Niton Cesar Boni

Missionário Filho do Imaculado Coração de Maria - Claretiano. Bacharel em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais/SP e Teologia pelo Studium Theologicum de Curitiba/PR. Pós-graduado em Espiritualidade pela FAVI e atualmente é pós-graduando do curso de Comunicação Digital e E-Branding pela PUC/PR. É pároco da Paróquia do Imaculado Coração de Maria e Censor Teológico da Arquidiocese de Curitiba. | Contato: padrenilton@pcormaria.com

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